Privileged Access Management (PAM): a camada que falta em 90% das empresas

A cibersegurança atual: por que os privilégios são o elo mais fraco

Em 2025, a maioria dos ataques bem-sucedidos tem um ponto em comum: a exploração de privilégios. Não importa se o ataque começa com phishing, malware, força bruta ou movimento lateral; em algum momento, o invasor precisa elevar permissões para assumir o controle do ambiente.

E, mesmo assim, mais de 90% das empresas — incluindo PMEs, corporações e MSPs — ainda funcionam com contas administrativas permanentes, senhas reutilizadas e acessos que ninguém revisa.

Privileged Access Management (PAM) surge para resolver esse problema: controlar, limitar e automatizar o uso de privilégios para impedir que qualquer invasor possa escalar permissões, mesmo que consiga entrar na rede.

O que é PAM e por que é crítico em 2025

PAM (Privileged Access Management) é um conjunto de ferramentas e políticas destinadas a gerenciar e proteger contas privilegiadas dentro de uma organização. Seu objetivo é garantir que:

  • ninguém tenha mais privilégios do que o necessário,
  • os privilégios existam apenas quando realmente precisos,
  • todas as ações privilegiadas sejam registradas,
  • o acesso elevado seja concedido e removido automaticamente,
  • o movimento lateral seja bloqueado.

É uma das tecnologias mais eficazes para evitar ransomware, ameaças internas, vazamentos de dados e sequestro de identidades.

Por que PAM é a camada que falta em 90% das empresas

Embora o setor fale muito sobre antivírus, firewalls e EDR/XDR, a maioria das violações não ocorre por malware avançado, mas sim por mau gerenciamento de privilégios.

Os problemas mais comuns que revelam a falta de PAM incluem:

  • Contas administrativas ativas 24/7.
  • Usuários instalando software sem controle.
  • Técnicos compartilhando credenciais.
  • Permissões acumuladas por anos sem revisão.
  • Movimento lateral fácil para invasores.
  • Falta de registros de ações críticas.

PAM resolve tudo isso de forma centralizada.

Como funciona realmente um sistema PAM moderno

Um PAM eficaz não apenas gerencia privilégios — ele transforma a forma de concedê-los. Entre os recursos modernos:

1. Elevação de privilégios Just-in-Time (JIT)

Os usuários trabalham sem privilégios administrativos.
Quando precisam instalar ou modificar algo:

  • fazem a solicitação,
  • o sistema valida,
  • os privilégios ativam por poucos minutos,
  • depois desaparecem automaticamente.

Não existem contas administrativas permanentes.

2. Controle de aplicações com aprovação inteligente

O PAM analisa se o aplicativo é seguro, malicioso ou desconhecido.
Aplicativos seguros são aprovados.
Suspeitos são bloqueados ou exigem revisão.

Isso impede que malware se disfarce como instalador.

3. Auditoria completa de ações privilegiadas

Cada ação privilegiada é registrada:

  • qual usuário,
  • quando,
  • qual aplicativo foi executado,
  • quais alterações foram feitas.

Isso facilita conformidade e investigações.

4. Restrição de movimento lateral

Um PAM moderno bloqueia contas administrativas permanentes, impedindo que invasores se movam entre dispositivos.

5. Integração com XDR, identidade e automação

A combinação PAM + XDR permite correlacionar:

  • privilégios,
  • identidade,
  • comportamento,
  • rede,
  • endpoints.

Isso oferece proteção impossível de atingir com ferramentas isoladas.

Por que os MSPs dependem cada vez mais do PAM

Para um MSP, gerenciar privilégios é essencial para:

  • reduzir riscos operacionais,
  • proteger múltiplos clientes,
  • minimizar tickets,
  • cumprir auditorias,
  • automatizar aprovações,
  • impedir privilégios permanentes,
  • registrar ações críticas.

PAM reduz significativamente:

  • superfície de ataque,
  • erro humano,
  • custo operacional.

E aumenta escalabilidade — fundamental para MSPs com centenas ou milhares de endpoints.

Quando uma empresa precisa de PAM (quase sempre)

Se qualquer um dos casos abaixo ocorre, PAM é urgente:

  • Usuários com direitos administrativos.
  • Instalação de software sem controle.
  • Credenciais compartilhadas em TI.
  • Falta de visibilidade de ações privilegiadas.
  • Técnicos acessando clientes com privilégios elevados.
  • Incidentes frequentes de malware.
  • Exigências de auditoria.
  • Equipes remotas ou BYOD.
  • Zero Trust em implementação.

Hoje a pergunta não é se, mas quando.

Ataques mais comuns bloqueados por PAM

PAM bloqueia ataques que dependem de privilégios, incluindo:

  • ransomware que exige permissões elevadas,
  • trojans disfarçados de instaladores,
  • movimento lateral pós-phishing,
  • acesso indevido de ex-funcionários,
  • abuso de credenciais armazenadas,
  • uso de ferramentas legítimas (LOLBins),
  • escalonamento silencioso de privilégios.

É literalmente um escudo contra os ataques mais comuns de 2025.

Como explicar PAM a clientes de forma simples

Clientes podem não entender termos técnicos. Uma explicação clara é:

“PAM é como trancar a sala onde você guarda o que é mais valioso e só abrir por alguns minutos quando alguém realmente precisa entrar.”

Clareza imediata.

PAM e Zero Trust: inseparáveis

Zero Trust exige:

  • ausência de acesso permanente,
  • validação contínua,
  • registro completo,
  • privilégios temporários.

PAM é a tecnologia que torna Zero Trust viável.

Perguntas e respostas sobre PAM

PAM substitui antivírus ou EDR?

Não. PAM complementa outras camadas controlando privilégios — algo que nenhum antivírus faz bem.

PAM pode impedir ransomware?

Sim. Ransomware precisa de privilégios elevados para criptografar ou se mover lateralmente. PAM bloqueia esse processo.

Os usuários reclamam por não ter privilégios?

Não. Um bom PAM automatiza aprovações e reduz tickets.

O MSP também usa PAM?

Sim — e deve. Técnicos são alvos frequentes.

PAM é difícil de implementar?

Não. PAM moderno instala em horas ou poucos dias.

Posso usar PAM com XDR?

Sim, é a melhor prática. XDR detecta comportamentos; PAM controla privilégios.

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